O Museu do Côa está entre os finalistas para o Prémio Museu Europeu do Ano 2012, atribuído anualmente pelo European Museum Forum, depois de o Museu do Douro ter recebido uma menção especial em 2011. Além do Museu do Côa, que abriu em Julho de 2010 como centro de interpretação do Parque Arqueológico do Vale do Côa, estão ainda nomeados o Hotel-Museu do Convento de São Paulo, no Redondo, e o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, nos Açores.
A lista do European Museum Forum (EMF), que promove a qualidade das instituições museológicas, sob auspícios do Conselho da Europa, reúne 46 nomeados de 20 países, entre eles Grécia, Irlanda, Rússia, Estónia, Alemanha, Holanda, Suíça, Espanha, França e Reino Unido. A cerimónia de atribuição do Prémio Museu Europeu do Ano 2012 realiza-se em Penafiel, entre 16 e 19 de Maio, onde vai decorrer a assembleia anual do EMF.
Para a decisão final do júri serão considerados os esforços feitos pelos museus para atrair visitantes, nomeadamente através de programas nas áreas da interpretação, comunicação e marketing – uma aposta que tem sido feita pelo Museu do Côa, e que o presidente da Turismo do Douro, António Martinho, reconhece ser fundamental para “dar a visibilidade merecida a esta obra única que veio dignificar o mais importante sítio de arte rupestre Paleolítica ao ar livre no mundo, Património da Humanidade”. E que, “a par do Alto Douro Vinhateiro, também ele reconhecido pela UNESCO, tornam o Douro num destino único”.
Neste sentido, ao longo do ano, a Turismo do Douro, com o apoio do Turismo de Portugal, Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Parque Arqueológico/Museu do Côa e Ministério da Cultura/IGESPAR, desenvolveu uma série de iniciativas para divulgar o museu e as gravuras, dinamizando a oferta da região: incluindo visitas nocturnas às gravuras da Penascosa, habitualmente fechadas ao público; um pacote especial de Páscoa em Vila Nova de Foz Côa (tendo o museu registado um recorde de visitantes); e um outro para o fim-de-semana prolongado de 23 a 36 de Junho, com oficinas experimentais, passeios de barco, sessões de documentários e concertos gratuitos com os Budda Power Blues e a fadista Cuca Roseta. A que se somam outras acções, como o acompanhamento da visita do staff do presidente da Comissão Europeia, e a promoção do museu junto de delegados da National Geographic Society. Também ali se realizou a II Conferência Internacional de Turismo do Douro, com a colaboração da Turismo do Douro.
O Museu do Côa ergue-se no alto de uma encosta na margem esquerda do rio, sobranceira à junção do Côa com o Douro. Com 842 m2 de área de exposição sobre arte Paleolítica ao ar livre, o projecto arquitectónico do segundo maior espaço museológico do país vale a visita por si só. O edifício foi idealizado pelos arquitectos Tiago Pimentel e Camilo Rebelo e confunde-se com a paisagem – está semi-enterrado, tem a cor e a textura do xisto – e estende-se no horizonte do imponente Alto Douro.
Foi construído para dar a conhecer as gravuras milenares, “ilustração excepcional do desenvolvimento repentino do génio criador, na alvorada do desenvolvimento cultural humano”, como as classificou a UNESCO em 1998. Além da grande dimensão, regista-se uma imensa diversidade de estilos, com gravuras datadas desde há 20 mil anos.




